21 Novembro 2011

É tudà grande

Quando é que vai passar esta mania tosca de fazer tudo quanto é filme em 3D?
Além da maior parte da suposta tridimensionalidade (uh, a própria palavra já me deixa adoentada) não me animar, aquilo faz dores de cabeça e embrulhos no estômago. Mais, é autoritário. Nem posso deixar de usar aqueles óculos rídiculos porque a imagem fica tremida?! Obrigam-me a ver em 3D sem dó nem piedade. Inventar uma coisa que dê para todos, é que era. Não? Ou, no mínimo, arquitectar um plano maléfico e sobredotado, veja-se, como abrir sessões normais?
Mas o pior, caros leitores, o pior é aquela gente querer segregar, desmembrar e fazer picadinho da sociedade. Será difícil pensar nos pobres coitados que, desgraçados, não foram abençoados com a a vista por inteiro? E imagine-se, que não usam lentes. Sim, estranhamente não consigo ver um filme com dois óculos empinados no nariz.
É que se eu pudesse dizer, quando me perguntassem: "Não fui ver o filme, o 3d dá-me dores nos lóbulos frontais e voltas no estômago", e o defeito se ficasse por aí. Mas não. A frase não se esgota e não me consigo dominar e calar a boca sem dizer que essa-gente-insensível-terrorista-feitores-de-filmes-em-3d-SEGREGA-OS-PITOSGAS! O que não deixa de ser ridículo.
Também não percebo porque é que se fazem remakes de todos os filmes e mais alguns, só para dar de bandeja um patético e mal feito 3D aos espectadores. A crise é de ideias, certo?
E fazer coisinhas novas, hã? Ver o Meia-Noite em Paris para ver se se faz luz nas cabecinhas das pessoas que gastam milhares em filmes - ajeito a voz - em 3fuckingD. Dos meus, esses megalómanos não vão ver nem um cêntimo.
(talvez para o tim-tim, vá, mas é porque também há versão normal)

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